Quarta-feira, Janeiro 31, 2007

O que não mata engorda?

Folha: "O analgésico Ponstan, do laboratório Pfizer, teve fabricação, venda e uso suspensos no país pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). O remédio é utilizado para o alívio de dores causadas por artrite, problemas musculares e cólicas menstruais, entre outras aplicações. [...] Também o antiinflamatório Feldene SL comprimidos de dissolução instantânea, da mesma empresa, teve a importação para o Brasil suspensa."

Relaxante muscular uso valeriana; para cólicas Brexin.

Madeinjapan: "O mesmo programa que forjou a "dieta" do natto, também manipulou os possíveis benefícios do wasabi e do limão, disse o jornal Yomiuri Shimbun. A farsa teria ido ao ar no ano passado, pelo canal Kansai Telecasting de Osaka."

Terra: "A cobertura de televisão sobre os suposto poderes de cura das folhas de oliveiras causou exaltação na Grécia. As notícias na mídia na última semana sobre a suposta habilidade das folhas de curar doenças, incluindo câncer, têm desencadeado uma dura resposta de médicos e farmacêuticos."

Bão, são dois os lados a considerar, no mínimo. Primeiro o óbvio: a ciência agora busca os princípios ativos na Natureza atrás da cura para alguns males e blah. Ótimo. O segundo é um comportamento que me dá medo há um tempinho, desda época em que pai tinha uma quitanda. Ele assistia o Fanático todo domingo pra saber qual era fruta/verdura/grão milagroso da semana pra abastecer a banca, porque era certo que a procura aumentaria. Impressiona e assusta o poder de sugestão que programas de tv [e algumas revistas] têm sobre o cidadão.

De certa forma, acho até melhor a superficialidade e inconclusão da matéria de capa da revista Made in Japan deste mês, que se propõe a esclarecer quais os verdadeiros benefícios do chá verde mas se limita a dizer que as pesquisas não concluíram nada ainda. Se não ajuda, também não atrapalha.

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Sexta-feira, Janeiro 19, 2007

Discworld

A tal da matéria sobre Terry Pratchett - mais especificamente sobre o livro mais recente lançado no Brasil - publicado na Veja [pouse o mouse sobre o linque para ler a palavra-chave que libera o acesso]. Apenas fiquei com uma dúvida: será que foi o redator ou o revisor que não leu o livro, para incorrer no engano [comum] de tratar Morte no feminino?

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Segunda-feira, Janeiro 15, 2007

Post-it's da vida

Rua de paralelepípedo, adoro. Lembra tempo de moleque, charrete de pão, mãe puxando os filhos pela mão pra levar na benzedeira. Virar incréu tem desses inconvenientes, perde-se parte da infância.

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Disseram que tem matéria na Espia desta semana sobre Terry Pratchett. Saindo daqui farei um desvio no posto de conveniência pra pegar um exemplar.

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Paciência muito, muito próxima de zero. Pusilanimidade acaba com meu saco - que já não tenho.

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Domingo, Janeiro 14, 2007

Duas visões diferentes

O Globo: "Em todo o país, as bibliotecas enfrentam problemas com furtos e danos a livros, e debatem maneiras de conscientizar os leitores."

Eu sei que tem gente que até curte encontrar um livro "personalizado" com linhas sublinhadas ou anotações nas margens, em sebos, mas não consigo fazer isso com meus livrinhos. Malemá identifico nome e ano na folha de rosto. Por outro lado...

Folha: "Livro que se deseja ler são os livros proibidos: precisam ser roubados. Era assim quando eu era pequeno. A gente roubava o livro proibido e ia atrás das passagens mais escabrosas."

De certa forma, é um pensamento que quase me consola quando lembro do meu Lao-Tse sumido. Quase.

[Ouvindo: Kiss/heartbreak Hotel - Nicole Kidman Mash-Up With Hug - Happy Feet OST (02:36)]

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Segunda-feira, Janeiro 08, 2007

Censura

IDG Now!: "Três das principais operadoras de telecom brasileiras começaram a cumprir ordem judicial para bloquear acesso ao site de vídeos YouTube, atendendo a determinação do desembargador Ênio Santarelli Zuliani , do Tribunal de Justiça de São Paulo."

O pomo da discórdia é aquela ex-mulher de jogador de seleção flagrada em pleno ato de fornicação que processou o veículo de livre expressão Youtube [e o iG, eo Globo, e o bispo...]. Cá pra mim, acho que se não sabe brincar, não brinca. Muito mais digno - por incrível que pareça - foi o ex-senador republicano George Allen. E as árveres somos nozes.

ConJur: "A interdição do acesso à internet coloca o Brasil na companhia de países como China, Cuba e Irã, que não se destacam pelo apreço à democracia e à liberdade de imprensa. A maneira confusa como se formalizou a proibição revela a falta de entendimento da Justiça para atuar em questões que envolvam novidades tecnológicas como a internet."

Mas afinal mandou tirar ou não mandou? É tecnicamente viável, simples e barato ou o contrário? É fácil bloquear o acesso ao site, complicadíssimo bloquear o acesso ao vídeo específico, que foi a sentença. A esperança é que a palhaçada sirva ao menos para levantar a discussão a um nível mais elevado.

Não seria má idéia, também, introduzir a pena de ostracismo para famosidades [e políticos] que abusassem de seus direitos.

Atualização: "Após receber uma nova notificação da Justiça, a Brasil Telecom acatou a liberação de acesso ao site de vídeos YouTube, informou por telefone a assessoria da empresa. A nova decisão libera o acesso ao site YouTube por usuários que utilizam os provedores IG, IBest e BrTurbo --representando um universo de aproximadamente 5,5 milhões de internautas."

ConJur: "Começou como uma indiscrição de um casal flagrada por um cinegrafista, mas tornou-se um caso de relevância nacional que pode determinar o futuro do livre acesso à informação em nosso país."

Comungo [que verbo feio de conjugar na primeira pessoa do singular] da opinião de Junior: a pessoa em questão tinha mais é que ser esquecida - talvez por isso tenha entrado com a ação na justiça, para ser lembrada [aquela história de 'falem mal mas falem de mim'], embora agora diga que quem entrou [trocadilhos permitidos] foi o namorado.

WebInsider: "Sem o site de compartilhamento de vídeo mais popular do Brasil, onde somos a segunda maior audiência, resta-nos procurar alternativas. Sim, é possível burlar a determinação legal através do uso de proxys e outros artifícios (como o Tor), mas vamos aproveitar a ocasião para apresentar alguns sites tão bons -- ou até melhores -- quanto o Youtube."

Gulp: "Com os recentes sustos da nossa justiça em tentar bloquear o acesso ao YouTube, já desmentido pelo desembargador, porém nunca podemos confiar, porque o processo corre em segredo de justiça, e em virtude dos bloqueios que muitas pessoas sofrem para certos sites no trabalho ou na faculdade, coloco um guia com 10 maneiras que você pode tentar para burlar esses bloqueios e acessar sites que antes não conseguiria."

Estamos no Brasil, o país do jeitinho.

[Ouvindo: Luciana Mello - Olha pra Mim - - (05:05)]

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